O Ministro dos Recursos Minerais, Petróleo, Gás procedeu nesta quinta-feira, 5 de Março, à abertura oficial do evento “Café com a Banca no Downstream”, iniciativa do Instituto Regulador dos Derivados do Petróleo (IRDP) que reuniu a banca comercial angolana e empresas operadoras do segmento de derivados do petróleo.
Na sua intervenção, Diamantino Azevedo destacou os desafios transversais do sector, como a reduzida capacidade de produção, a elevada dependência da importação e a escassez de divisas na banca comercial. “Não podemos deixar de realçar a extrema importância da participação da banca no sector dos derivados do petróleo, como garantia dos serviços financeiros necessários para o crescimento e fortalecimento do mesmo”, afirmou.
O encontro contou com dois painéis temáticos, seguidos de debates e momentos de networking, tendo o mercado de lubrificantes como foco principal. Diamantino Azevedo sublinhou que, embora menos visível que os combustíveis líquidos e gasosos, este segmento movimentou nos últimos anos mais de 90 mil toneladas métricas, correspondendo a cerca de 300 milhões de dólares.
O ministro reconheceu que a produção nacional ainda é “bastante exígua”, com apenas uma unidade fabril de 17,6 mil toneladas e uma de refino com capacidade de 283 toneladas, cobrindo menos de 20% do volume comercializado. Nesse sentido, lançou um desafio às partes envolvidas: ao IRDP, que incentive a competitividade e aumente gradualmente a representatividade da produção nacional; às empresas, que sejam ousadas na elaboração de projectos ambiciosos e sustentáveis, capazes de expandir para além-fronteiras; à banca, que avalie os projectos com “o necessário censo de oportunidade temporal que o mesmo representa hoje, isto é, hoje mesmo e não amanhã”.
O “Café com a Banca no Downstream” pretende ser uma rampa de lançamento para maior interacção entre regulador, operadores e instituições financeiras, promovendo financiamento, capitalização das empresas e expansão dos negócios no sector dos lubrificantes